domingo, 6 de maio de 2012

FINAL DE PENSÃO DOS FLORES

FINAL---Pensão dos Flores
Eu estava sentada do lado da janela do trem que me levaria de volta a casa eu observava a paisagem que passava,me deixava tonta,fechei os olhos e pensei nas pessoas com quem convivi quase um ano. Dos flertes da fabrica do vai e volta, da rua Bom Pastor.das vitrines da rua Dos Ingleses,do cinema Samarone, de dona Maria Antonia gordinha como minha avó,se vestia como minha avó toda de preto,até o avental era preto, luto que as espanholas traziam, pelas guerras constantes da sua terra,e perdas de seus filhos ,seus maridos.As espanholas no Brasil tinham os semblantes tristes não riam, estavam em eterno luto ,sempre de mau humor mas era compreenssível ,estavam fora da sua terra natal,tinham saudades de seus parentes e amigos que lá deixaram.O Joaquim era espanhol veio ainda criança para Brasil ,era corpulento alto serio,mas tinha um coração de ouro,bom caráter,assim era ele.Ouvi o trem apitar estava chegando na minha cidade em Sorocaba, meu pai me esperava na estação.
Isso tudo que contei é verdadeiro quase não da´para acreditar porque hoje seria quase impossível a convivência passiva entre familiares nessa hera em que ninguém, quer se comprometer com o bem estar dos outros ,isso e´raro acontecer eu não vi mais nenhuma.alem da pensão de dona Maria Antonia Flores.Agora pelo que se vê ,não seria possível as mulheres trabalham fora os filhos ficam em creches ou com as babas , que nem sempre tem paciência necessária ,e nem preparo para cuidar de crianças. Os adolescentes ficam meio largado ou plugados no mundo virtual pouco tem vida social,não toleram os mais velhos, não querem que os mais velhos ensine ,como se cuidar  como ficar menos dependente para saber viver nesse mundo de tecnologia,cada vez mais avançada letronicamente, mas na pratica do dia nós precisamos aprender com as coisas mais simples também, é  questão de sobrevivência, Ficam horas e horas diante de um computador com jogos e não prestam atenção quando alguém, seja no computador ou em casa querem ensinar a comer bem com refeições saudáveis como cuidar de suas roupas ,de seus calçados do seu quarto da sua aparência.Os pais de algum modo estão ausentes,passam pelos filhos sempre correndo atrasados e gritando.
As vezes dá  saudades da pensão de dona Maria Flores.sera que estou sendo muito radical?ou é coisa de saudosista desabafando?
Essas crônicas que eu escrevo,são fatos que me ficaram na memória, é como folhas soltas trazidas pelo vento,elas saem dos meus pensamentos.
Dirce de Carvalho
Abril-17-2012

terça-feira, 1 de maio de 2012

continuação-pensão dos Flores

Folha 2-continua- pensão dos Flores
Manuel o segundo filho de dona Maria,não quis ser tecelão, e foi aprender e exercer a profissão de barbeiro.As sábados vinha de uma vila,bem perto do centro,onde morava com a esposa e dois filhos,não quis morar na pensão da mãe,porque era longe de seu trabalho,e reunia-se com os irmãos e o cunhado Antonio para ouvirem o jogo pelo radio,enquanto fazia barba e cortava os cabelos da família  e ia
  embora  a tarde com uns bons trocados,as vezes vinha com a esposa e um filho.Alda esposa de Manuel não gostava da gritaria que faziam durante o decorrer dos jogos que naquela época deputavam o primeiro lugar no campeonato de seleções Sul –Americano,o ultimo jogo foi Brasil e Argentina,o campeão foi ....Argentina.Como eu disse antes,as tarefas eram cumpridas sem reclamar,e ainda tinham seus afazeres,particulares,como limpar seus próprios quartos,e lavar suas próprias roupas.Francisquinha ,uma das adotadas era uma menina que vivia doente ,com bronquite asmática,não podia ajudar em nada ,e Rose era uma menina forte saudável  ajudava a mãe.  Joaquim era um filho dedicado, mais parecia um cão de guarda.Tudo que se referia da porta para fora como pagar contas levar alguém ao medico,ir a feira,ir a farmácia,tudo era com ele.dentro de casa era sua mãe que comandava tudo.Eu estive certa ocasião hospedada em sua casa,fui visitar minha avó que estava por uns dias na casa de dona Maria,porque Antonio genro dela casado com Dolores era meu tio filho desta  minha avó.     Passaram,alguns dias me convenceram a ficar e trabalhar numa firma Inglesa.que estava contratando menores de idade .Meu tio mandou carta para minha mãe e ela pediu para o Joaquim assinar por ela o papel do contrato.naquela época bastava ser maior para responder por um menor de idade foi assim que aconteceu comigo.quando eu já estava trabalhando a alguns meses ,meu tio começou com graça sem graça tipo assedio:eu quis ir embora .O Joaquim me dizia que não fosse que eu estava ganhando bem ,que dava até para mandar dinheiro para minha mãe e ainda sobrava mesmo pagando as conta  da pensão e então? –disse ele.Como ele era uma pessoa de confiança eu contei o que estava se passando.ele ficou furioso e disse que me ajudaria a voltar para casa mas que eu esperasse completar o mês para levar o salário inteiro. Quando chegou a hora ele me ajudou com as malas,e sem que,ninguém nos visse, me levou para a estação de trem,entregou -me os documentos pessoais e o da fabrica.agradeci muito, por atender meu pedido de não falar nada em casa da minha partida,que falasse só quando ele voltasse para casa e que contasse  que era um pedido meu,eu não queria me despedir do meu tio.Quando chegue em casa mandei uma carta para dona Maria Antonia.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

PENSÃO DOS FLORES

                PENSÃO DOS FLORES..........1948

      Maria Antonia Flores uma mulher de caráter forte,decidida com  características de uma autentica espanhola,assim como minha avo´espanhola.Ambas vieram ao Brasil nas ultimas viagens imigratórias por volta de 1890.
       Maria casou-se com  um imigrante português em uma cidade do interior de São Paulo,teve quatro filhos,que criaram com muita dificuldades trabalhando nas roças e plantações.Quando os filhos cresceram ,eles não queriam mais aquela vida do campo ;decidiram aventurar-se indo para a capital,onde havia trabalho nas fabricas têxtil,e aprenderam a profissão de tecelão.Os filhos casaram menos Joaquim,que beirava os cinquenta anos,o primeiro filho,ele não se casou segundo o próprio filho, falou que não deixaria a mãe sozinha,jurando a ela quando seu pai faleceu,logo que chegaram a´capital.Depois que acabou a segunda guerra mundial em 1945,muitos brasileiros voltaram outros não,e as mulheres começaram a sair para trabalhar.para sustentar seus filhos.Para que sua filha e noras não inventasse de trabalhar fora porque estava virando moda, ela resolveu convocar uma reunião com todos,e ficou resolvido o seguinte;alugaria uma casa bem grande,e iriam morar todos juntos.fazendo assim economizariam  no aluguel,os netos estariam abrigados e o melhor é que  estariam com as suas mães.Assim ,foi aprovado por unanimidade.Alugaram a casa ,que que idealizaram, com quatro dormitórios no bairro em que os filhos trabalhavam.A  casa  continha um corredor onde eram  distribuídos os quartos,e dois banheiros,e após uma grande sala c/ dois ambientes,seguida de copa e cozinha,banheiro e área de serviço.A frente da casa era um terraço, e uma saleta de estar,perfeita! Para os Flores,então ficou assim;pagariam um x para alimentação e um x para outras despesas como;luz água ,produtos de limpeza,que era só  sabão e cloro. D.Maria Antonia era a administradora de tudo que se comprava para a casa,e se gastava na casa.Ocupava o primeiro quarto a esquerda , José e Alice e um bebe;.no próximo quarto Dolores e Antonio, com dois filhos de 03e05anos, do lado direito, D.Maria com duas adolescestes,que eram adotadas,por ela.,e na pequena saleta na frente do corredor,era o quarto do Joaquim.Mas não pára por ai´alem dos pagamentos acima que deveriam ser pagos pelos homens da casa,as mulheres tinham suas tarefas,extras alem de cuidarem de seus filhos.Dolores, era encarregada do almoço e lavar a louça toda.Alice era  quem preparava o jantar,e lavava toda a louça,ambas as cozinheiras faziam serviços,completos,lavava,enxugava  guardava e lavava o chão.

sexta-feira, 23 de março de 2012

FILME

  • “Área Q” tem co-produção da Mundo Maior Filmes

    Posted: Fri, 23 Mar 12 15:32:41 -0300
    O filme “Área Q”, estreia nos cinemas no dia 13 de abril. A nova produção do cinema nacional trará temas ligados ao Espiritismo. O filme não mostra diretamente os fundamentos espíritas, mas faz uma reflexão sobre a vida extrafísica, com uma licença poética para falar da emancipação da alma durante o sono e que não estamos sozinhos no Universo.

    Segundo os produtores, o longa fala também da transição planetária, da defesa da vida desde a concepção e preservação do meio ambiente, além da reencarnação ser abordada de forma muito “direta”.

    O longa-metragem que é co-produzido pela Estação da Luz, responsável por “Bezerra de Menezes – diário de um Espírito”, “Chico Xavier – o filme” e “As Mães de Chico Xavier”, foi rodado em Los Angeles e no interior do Ceará.

    Também na co-produção do novo longa, está a Mundo Maior Filmes, da Fundação Espírita André Luiz, que produziu “O Filme dos Espíritos”.

    O filme é dirigido por Gerson Sanginitto e protagonizado pelo norte-americano Isaiah Washington e pelos brasileiros Murilo Rosa e Tânia Khalill.

Saiba como um gesto de bondade pode salvar o mundo

Saiba como um gesto de bondade pode salvar o mundo:
Bondade é a qualidade correspondente a uma pessoa boa, disposta em não fazer o mal aos outros ou a si mesmo, é aquela que propícia as transformações morais e intelectuais que caracterizam o verdadeiro homem de bem, possibilitando condições melhores ao próximo e a si, sejam elas de forma material, física, social, emocional..
De acordo com a Doutrina Espírita, este homem de bem é aquele que “encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa”, conforme encontramos na obra "O Evangelho Segundo o Espiritismo " de Allan Kardec, capítulo XVII – Sede Perfeitos.
Em uma entrevista concedida à Radio Boa Nova, a presidente da Instituição Casa do Caminho que socializa moradores de rua na região leste de São Paulo, Lúcia Feliz Zannon, afirma que quando o amor prepondera e está à frente de qualquer atitude, palavra ou pensamento, o resultado é a tranqüilidade íntima, a certeza de ter agido, falado ou pensado da melhor maneira em prol dos mais necessitados
RBN – Em tempos atuais, como identificarmos "o homem" de bem apresentado por Jesus?
Lúcia Félix Zannon – No Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVII, item 3, encontramos um tratado a respeito do “Homem de Bem”. Kardec indica as características essenciais, relacionando atitude e comportamento, para aquele que pretende ser um homem de bem e menciona que “o verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a Lei de Justiça, de Amor e Caridade em sua maior pureza”.
Como podemos fazer da bondade uma qualidade adquirida?
Jesus nos disse que devemos desejar para os outros o que desejaríamos para nós mesmos, ou seja, nos mostrou como devemos praticar a lei de justiça e elegeu como juíza à consciência.
Dentro de algumas leis que regem o universo, como definir a justiça?
Dentro deste quesito encontraremos a justiça humana e a justiça natural. A humana que serve para coibir abusos, garantir direitos e asseverar deveres. Quanto a natural, criada por Deus, é uma lei perfeita. É bússola aferida que nos conduz a respeitar o direito alheio, ainda que não queiramos.
É possível acreditarmos que um dia ser justo será ser benevolente com todos?
No estágio evolutivo que nos encontramos, ainda precisamos promover uma “revolução” interior, modificando defeitos e substituindo egoísmo por caridade, mas não podemos desacreditar que um dia será possível transformar orgulho e vaidade, em humildade, de mudar a rota de nosso comportamento equivocado na metade do caminho. Lembremos: A história está repleta de homens e mulheres que aceitaram a tarefa de modificar a humanidade a partir deles mesmos, que antes ou depois de Cristo, disseram sim a justiça, ao amor e a caridade.

Como podemos entender a caridade?
Caridade é fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem. Como dizia Kardec, devemos praticar a caridade em sua forma mais ampla, por pensamento, palavra e ação. Por pensamento, sendo indulgente com a fraqueza alheia, por palavra, deixando de dizer qualquer coisa que possa prejudicar alguém, por atos, dando o máximo de nossas forças em auxílio ao próximo.

O Espiritismo esclarece que ser um homem de bem é aquele que sabe de suas limitações, mas, que reconhece e aplica suas potencialidades. É aquele que está em movimento constante visando atingir o objetivo maior de sua encarnação – ser e estar melhor hoje do que ontem e muito, muito melhor amanhã do que hoje

FONTE: Lúcia Felix  Zannon - Presidente da Instituição Casa do Caminho, Psicóloga pós graduada em Comunicação pela Faculdade Casper Líbero SP.

 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Biografiia de Carlos Drummond Andrade

Nono filho de Carlos de Paula Andrade (fazendeiro) e Julieta Augusta Drummond de Andrade, Carlos Drummond de Andrade nasce na cidade mineira de Itabira do Mato Dentro. Estuda em Belo Horizonte e, em 1918, muda-se para Friburgo (RJ), sendo matriculado no Colégio Anchieta. Um ano depois, é expulso por "insubordinação mental", após um incidente com o professor de português, e volta para Belo Horizonte.

Em 1925, casa-se com Dolores Dutra de Moraes e conclui o curso de farmácia em Ouro Preto, mas não exercerá a profissão. No mesmo ano, funda com outros escritores "A Revista", que, embora só conheça três edições, será importante para a afirmação do movimento modernista mineiro.

Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer.
Fonte: O Pensador
No ano seguinte, Drummond leciona geografia e português em Itabira e então muda outra vez para Belo Horizonte, a fim de ser redator-chefe do "Diário de Minas". Em 1927, ele e Dolores perdem o filho recém-nascido.

Em 1929, deixa o "Diário de Minas" para ser auxiliar de redação e depois redator no "Minas Gerais" (órgão oficial do Estado). Em 1930, publica "Alguma Poesia", seu primeiro livro, numa edição de 500 exemplares (paga por ele mesmo), e se torna redator de três jornais simultaneamente: o "Minas Gerais", o "Estado de Minas" e o "Diário da Tarde".

Em 1934, publica "Brejo das Almas" (200 exemplares) e assume um cargo público no Rio de Janeiro, como chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação.

"Sentimento do Mundo" é publicado em 1940, com tiragem de 150 exemplares. "Poesias" sai dois anos depois, pela José Olympio Editora. Em 1944, Drummond lança "Confissões de Minas" e, em 1945, "A Rosa do Povo" e a novela "O Gerente".
 

O gordo e o magro