domingo, 3 de julho de 2011

A REVOLUÇÃO

Tobias não consegue dissuadir seus companheiros de partido ,que ,em Sorocaba,preparavam-se para a revolução.Alguns dias depois chega á cidade  o senador Padre Diogo António Feijó,acompanhado de um tipógrafo,Hércules Florence que trás consigo uma tipografia portátil,e uma impressora onde ambos editaram 05 números do primeiro jornal do interior "O PAULISTA"quatro destes foram para divulgar os actos do governo e o quinto foi apreendido ainda na gráfica.Depois de presenciar a derrota ,no caso inevitável,no caso em que se seguiria o massacre dos prisioneira,Rafael Tobias que se encontrava em São Paulo ,retorna a Sorocaba, casa-se com a marquesa de Santos,e coloca toda a família em segurança no convento de Santa Clara, sua esposa seus filhos ,sua mãe e irmãs sob a guarda das monjas,e foge para o sul do Brasil.Os canhões colocados diante da ponte do rio Sorocaba,para defender a cidade assistem em silencio a passagem das tropas,do Barão de Caxias,que chega á Sorocaba em 20 de Junho e se instala no palácio do efémero governo e revolucionario,manda prender o senador Padre António Feijó,unico a permanecer na cidade.Retirando-se para o sul ,Rafael Tobias de Aguiar é preso pelas tropas imperiais em 01 de Dezembro de 1842,em Passo Fundo num lugar chamado Gorita.Conduzido á Porto Alegre,´e preso,levado ao Rio de Janeiro,e encarcerado numa fortaleza da Laje.A Marquesa de Santos, interfere e consegue que seja,transferido para  Villegaignon,conseguindo do Imperador Pedro ll viver com ele até a amnistia em 1844.Rafael Tobias de Aguiar foi bem recebido em São Paulo onde continuou sua carreira chefiando a politica ,sendo eleito deputado geral varias veses e indicado sempre para senador,em primeiro lugar ,e em todas as ocasiões D. Pedro ll recusou a nomeá-lo. Voltava do Rio de Janeiro, em umas de suas viagens ,quando se sentiu mal,e regressou a Capital do Império para pedir socorro,medico.Faleceu na entrada da Barra próximo da fortaleza  de Laje,em que fora prisioneiro.Seus despojos foram trazidos para São Paulo,foram sepultados no jazido da Ordem Terceira de São Francisco.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O SOROCABANO TOBIAS

Com a proclamação da independência, e a posse do primeiro presidente da província de São Paulo Rafael Tobias de Aguiar,é eleito para a primeira, composição do Conselho do Estado.Na condição de conselheiro apresenta projectos defendendo o prolongamento da primeira linha  oficial do correio do interior de São Paulo,até Sorocaba, passando por Jundiaí,Campinas,e Itú. A vida politica do jovem Sorocabano,daí para frente é marcada pelo sucesso.Eleito deputado á Assembleia Geral Legislativa,no Rio de Janeiro,assume o cargo em 1830.Passa a residir definitivamente,em São Paulo,em função do seu alto prestigio politico é nomeado Presidente da Provincia de São Paulo em 03 de Abril de 1831,permanecendo no cargo,até 11de maio1835.Logo criou um corpo de Guardas,a( Guarda Municipal Permanente)Em 1834 em meados de maio, passou a residir com a Marquesa de Santos,e em 19 de Setembro desse mesmo ano, nasceu o primeiro filho do casal,e que recebeu o nome do pai.O casamento religioso e no civil, com Dona Domitila se deu em Sorocaba, no dia 14 de Julho de 1842 quase no final da Revolução Liberal.Com o golpe parlamentar,que antecipou a maioridade do Imperador Pedro II,os liberais voltam ao poder de Rafael Tobias de Aguiar e é novamente nomeado á Presidente da província de São Paulo em 29 de Julho de 1840.Mas os conservadores ,voltaram ao poder Imperial e Tobias foi demitido da Presidência em 15 de Julho de 1841.O novo ministério conservador numa acção considerada anticonstitucional pelos liberais reforma um conjunto de leis.Com os ânimos exaltados,os conservadores obtém do Imperador a dissolução da Assembleia Geral. José da Costa Carvalho(Barão de Monte Alegre,estava no lugar de Tobias, na Presidência da Província de São Paulo. Sabendo das intenções de de Tobias, de um movimento pela Capital,Monte Alegre fez circular uma noticia que Tobias estava preso.Para evitar que os rumores  se tornasse realidade Tobias deixa São Paulo, e volta para Sorocaba.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

BERÇO DOS TROPEIROS


Em Sorocaba a feira de muares durou de 1733 a 1897.Os negocios eram iniciados e formalizados na cidade.e as feiras se localizava em Araçoiaba da serra.As mulas ficavam em pastos destribuidos pelos bairros ,esparramados pela planicie como Araçoiabinha,Ipatinga, Jundiaquara,Campo do Meio, e Rio Verde,tendo o limite ,o morro de Araçoiaba,com vastas pastagens,rios e lagos.Depois de efetuados os negocios, as tropas passavam,pela vila,e depois cidade de Sorocaba.O encontro de vendedores,e compradores, criava um clima de propicio a ás atividades comerciais., do tipo arreios sofisticados,e alimentos ,caseiros e requintados.Havia ofertas de diversão,como ;espeátculos teatrais ou circense,casa de jógos,e bebidas e obviamentes de mulheres,de vida alegre,é como eram chamadas.Depois de vendidas, as tropas passavam pela cidade em direção a ponte onde deveriam pagar os impostos .O caminho se faziam, da estrada de Ipatinga,pela,rua Luiz Mendes de Almeida,pela rua General Carneiro,Largo 9de Julho,inicio da avenida Moreira César,rua da Penha,rua 13 de Maio, praça Carlos de Campos,rua de São Bento,rua 15 de Novembro,ponte sobre o rio Sorocaba avenida São Paulo,rua Padre Madureira,avenidas Carlos Mendes, e 03 de março,dirigindo-se á São Paulo, pela estrada de Aparecidinha.

domingo, 12 de junho de 2011

HISTORIA DE SOROCABA ~SÃO PAULO-BRASIL

As origens de Sorocaba perdem-se no tempo. As bases físicas sobre as quais se assenta, o município começaram a ganhar forma, a milhares de anos.
Com  a definição  geológica da bacia do rio Sorocaba na chamada depressão periférica.  Nela desponta como destaque o morro de Araçoiaba da Serra pólo magnético regional circundado por milenares trilhas indígenas do Peabiru´ o caminho transul-americano que ligava os oceanos, Atlântico e Pacifico.Ao longo dele os primeiros habitantes da região,indígenas ainda na faze do nomadismo,erguiam suas aldeias.As  margens do rio Sorocaba habitavam ,Tupiniquins do grupo Tupi.Documentos ,residuais encontrados acidentalmente de tempos em tempos, sob formas de  urnas funerárias  e objectos de pedra lascada   e polida.Esses índios praticavam o comercio entre si realizando trocas entre grupos das mais diferentes regiões . Implantaram uma “estrutura”  percussora do MERCOSUL em plena pré- historia regional.Com a chegada dos Portugueses, 1532 ao litoral vicentino ,esses povos recuaram de pontos próximos ao litoral onde viviam , e foram para o interior.Nas décadas seguintes foram implacavelmente caçados pelos bandeirantes Paulista ,mamelucos em sua maioria interessados em vende-los ,como escravos á industrias canavieiras que se estabeleceram no nordeste do Brasil português. Esse comércio de seres humanos foi regularmente praticado pelos primeiros Sorocabanos, entre 1641 e 1654. O bandeirante Baltazar Fernandes vem a região tomar posse da sua sesmaria ao longo do rio Sorocaba uma área tão extensa que a própria historia não consegue avaliar de forma precisa a sua dimensão Com a chegada de sua família ás paragens do rio Sorocaba a população que se encontrava esparsa por toda região, concentra-se ao redor da capela construída por ele, ”Baltazar Fernandes “no alto da colina e dedicada a Nossa  Senhora da Ponte, que hoje é a igreja de Santa Ana ,anexa ao Mosteiro de São Bento.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

DOMITILA EM SOROCABA


Maria Benedita de Castro Canto e Melo

Ao deixar São Paulo, Domitila deixou para trás a vida de escândalos.No dia 14 de Junho de 1842,oito anos depois da morte de D.Pedro em Portugal , casou-se em Sorocaba com o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar,uns dos grandes chefes liberais da província.Com ele teve cinco filhos..Terminou a vida como uma grande dama da sociedade Paulista.No seu  solar, situado a poucos metros do Pátio do Colégio onde eram realizados,saraus literários,e reuniões,benificientes.e se dedicou a obras de caridade.Numa das visitas de Isabel,sua filha foi recebida sentada no chão,a fumar um cachimbo que era costume na época A marquesa de Santos faleceu em 13 de Novembro de 1867 e foi sepultada no cemitério da Consolação,cuja as terras tinham sido doadas para São Paulo.No seu testamento  mandou perdoar dividas,e distribuir dinheiro aos pobres ,e deu a liberdade para os quatro escravos,e encomendou setenta missas;vinte pelos escravos mortos e cinquenta para sua própria alma.Maria Benedita,única Baronesa de Sorocaba,casada com o Barão Boaventura Delfim Pereira ,Barão de Sorocaba.
Domitila de Castro Canto e Melo

segunda-feira, 6 de junho de 2011

DESMAIANDO NO CONVÉS DO NAVIO



Amélia era uma mulher estonteante,linda e muito jovem.Ao desembarcar do navio usava um vestido cor de rosa,adornado de finas rendas.D.Pedro ficou tão encantado,que desmaiou ao vê-la,no convés do navio Em seguida criou em sua homenagem a condecoração mais bonita e desejada no Império brasileiro, a "Ordem da Rosa"cujo tema seria sugestivamente,"amor e Fidelidade".Apesar de jovem e bonita,Amélia não era ingenua .A primeira providência da nova Imperatriz,foi por ordem na casa.Trocou os criados e camareiros,e impôs novas etiquetas nos maus modos da corte do Rio de Janeiro.Mudou até o idioma ,a partir de sua chegada ,só se falava francês.Também afastou do Palácio todos os amigos desqualificado de D.Pedro,e expulsou a paparicada filha de Domitila,a Duquesa de Goiás,e mandou-a para o internato, em Paris.O Imperador aceitou tudo com resignação,e foi premiado por isso.Amélia deu ao Imperador uma filha ,Maria Amélia Augusta,nascida em 1831,que faleceu em 1853.A nova Imperatriz foi uma companheira fiel e dedicada.Desde a sua chegada pouco se soube, vagamente com envolvimento e romances passageiros de D.Pedro,como um filho que teria tido com a freira do convento da Esperança na ilha Terceira dos Açores.Antes de cair nos braços de Amélia porem...D.Pedro teve que se livrar de Domitila,que teimava em não deixar a corte.No começo das negociações na Europa,diante das recusas das outras princesas ainda houve uma pequena recaída no romance. Domitila saiu do Rio de Janeiro para São Paulo em Junho de 1828,e retornou ao Rio em Abril de 1829,em Agosto estava de volta e gravida do Imperador.D.Pedro jamais chegou a ver a derradeira filha do casal Maria Isabel nascida em São Paulo.Os deveres do Estado,falavam mais alto.No final das cartas,era frio e distante.como segue;"Sinto muito perder a sua companhia,mas não há outro remédio"escreveu esta carta em em 10 de Julho de1829quando Amélia já estava a caminho do BBrasil.A marquesa ignorou o aviso,e em 17 de agosto mandou notifica-la que tinha sete dias para deixar o Rio,sob pena de arrancar todos os seus benefícios concedidos até então.Também mandou murar a saída secreta da Quinta da Boa Vista,que levava ao Palacete da amante,e ameaçou reabrir o processo ,da morte de sua irmã assassinada e que ela era uma das suspeitas do atentado sofrido por Maria Benedita,Baronesa de Sorocaba..Desta vês Domitila cedeu.o Imperador recebeu a seguinte carta ;Senhor.eu parto esta madrugada ,e,seja me permitido , ainda mais uma vez,beijar as mãos de Vossa Majestade por meio desta já que meus infotunios,e minha má estrela me roubou o prazer de de o fazer pessoalmente.Pedirei constantemente aos céu que prospere e faça venturoso o meu Imperador.E quanto Marquesa de Santos senhor,pede por ultimo a V.M.que esquecendo o quanto ela teve desgostos só lembre das intrigas e que em qualquer parte que eu esteja saberei conservar dignamente o lugar que V.M.a elevou ,assim que vou me lembrar do muito que devo a V.M. que Deus vigie e proteja como todos nós precisamos. DE V.M.uma sudita,muito obrigada,Marquesa de Santos.
próxima postarem ultimo capitulo.