quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A hora da verdade

As oportunidades de conversar sem se aborrecer, era na hora  das refeições que falávamos de nossas famílias.Numa dessas conversas , o Madrileno disse que tinha uma filha e queria visita-la.Mais alguns dias e fomos até a casa de Martha ,era um chalé nas montanhas, de Toledo uns 400 km.Quando chegamos  foi Martha que nos recebeu.Nos nos comprimentamos ,foi amável comigo e um tanto fria com o pai..Enquanto o pai se distraiu ,observando a propriedade,Martha disse-me que ela estava recebendo o pai em respeito a mim,ele nunca foi benvindo embora tenha insistido varias vezes uma aproximação.Martha contou que seu pai a abandonou quando ainda era bem pequena com 2anos, mãe trabalhava no cinema em Hollywood fazia papeis pequenos mas estava bem,e estava em uma filmagem com um bom papel,em um filme como Os dez mandamentos,com muito trabalho para frente.A mãe de Martha deixou -a com a avó materna.O madrileno ficou furioso,pesar de estarem separado, ele foi buscar a filha e levou para a casa da mãe dele,e passado uns meses,viajou para longe foi a vários  países e ´so voltou dez anos depois.Então Martha me disse que não conseguia ama-lo  sua mãe quando voltou assim que pode entre as filmagens,levou-a de volta.Depois das filmagens ficou com a filha.E passaram dez anos desde a partida do madrileno,e quando ele chegou foi partir p/ briga querendo a guarda da filha.Nessas alturas a mãe de Martha casou se com um cineasta, e ele adotou a menina como sua filha legitima.O madrileno esperneou, xingou ,processou ,e perdeu a causa.Depois do que ouvi dela e das vizinhas , eu precisava acelerar a minha volta antes que as coisas ficassem piore para o meu lado.Enfim chegou a carta de minha irmã marcando a data de sua chegada.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Assisti alguns bailados nas nossas andanças gostei muito. minha distracção era ver TV porque passava muitos musicais e bailados. nunca eu quis ,embora me convidassem era assistir touradas,passei varias vezes na frente da plaza de touros mas não entrei.

O DIA A DIA EM TOLEDO

O tempo ia passando eu esperando minha irmã ligar,E o madrileno de mau- humor,fumava muito, não tomava agua,só coca cola reclamava que não tinha dinheiro, ia dormir e acordava resmungando.Não queria que eu falasse em português, nem conversasse com as ciganas,e muito menos  emprestasse alguma ferramenta, não gostava do que eu cozinhasse.Tudo isso ele falava pra mim dentro de casa,na rua perto dos conhecidos ele me tratava como se fosse sua namorada, me elogiava segurava na minha mão passava para as pessoas que estava de maravilha ,como eles dizem lá.Eu cuidava horta e da casa  ele cuidava de limpar o terreno e as casas dos ciganos enquanto eles estavam em Madrid fazendo os negócios deles,e eu o acompanhava para ajuda-lo,assim o tempo passaria mais depressa.A limpeza das casas era só no quintal, limpar piscina recolher folhas secas e lavar todo piso.As parreira exibiam exuberantes cachos de uvas brancas formando um quiosque sobre mesas e bancos de pedras brancas.Fiz amizades com as minhas vizinhas;lado esquerdo com Carmencita e seu marido juan,e lado direito com Manoela e marido Joselito,eles eram uma família muito boa acolhedora e muito divertida ,nos víamos pouco eles trabalhavam em Madrid e vinham de vez em quando para cuidar da casa.Disse ás minhas amigas que ira ficar ´so até a vinda de minha irmã,e aproveitar essa oportunidade de de que ela fizesse lindos passeios, como eu fiz depois iria embora ,a reacção delas foi de apoio, disse que ele não merecia os meus cuidados ,que esse homem era um oportunista.enfim,chegou uma carta de minha irmã dizendo mais alguns dias ela chegaria. Eu não preciso dizer que o madrileno não gostou mas vou contar como foi aguarde!.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O trabalho

O terreno foi completamente limpo,retiramos todo entulho, lixo, e removemos todas pedras grandes, e pequenas.Ficou tudo preparado, p/ receber a terra adubada.quase sem ajuda de ninguem digo quase, porque as vezes o cunhado dele dava uma ajuda com orientação que ele tinha no assunto de plantio carregar peso não,era só eu e o Angel.Compramos a terra e espalhamos pelo terreno,fizemos os canteiros, fizemos divisões onde seria a horta e o jardim.A casinha do Chique ficava no jardim,Chique era um cachorrinnho vira lata muito bonzinho, alegre, que tinha lá.Em pouco tempo,surgiu os brotinhos,e tudo se transformou em uma bela plantção.Tinha de tudo um pouco,batatas, verduras variadas ,pimentões, beterrabas,cenouras,abobrinhas,cebolas temperos,etc. A alface dava gosto de ver, no jardim ficou alem das rosas variadas cores, begonias,tambem ficava um pé de figo, a parreira de uvas brancas,e contornando a cerca divisoria eu plantei morangos.Pensei até que poderia ganhar um pouco,com a venda dos produtos.Os vizinhos queriam de graça,os maõs de vaca.A tarde sempre tinha alguem fazendo caminhada na minha rua, isso no fim de semana quando os moradores: alguns deles,vinham em suas casas para cuidar,ou guardar tranqueira e ficavam grudado na cerca admirando nosso trabalho e comprar nada.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Visitando Escalona

Fomos conhecer melhor o bairro de Escalona,que parecia um presepio de lindo.Conhecemos cidades visinhas,parando para almoçar ou tomar cafe´,comprar agua nas tiendas.nessas saídas fiquei conhecendo os (amigos) dele.sr A.presenteou algumas pessoas com as pedrinhas que sobrou,aquelas pedrinas brasileiras que encanta os turistas no Brasil.Mais tarde fiquei sabendo porque tantas gentilezas.Aproveitando que estávamos ainda com o carro fomos ao centro de Toledo, e levamos a Helena.Vitamos Visitamos varias igrejas ,museus,lojas,de souvenis,e lugares historicos.Toledo é famosa por sua tolerancias religiosas, possui grandes comunidades Judaica e mulçumanos,desde quando foram expulsos da Espanha em 1492 por isso tem importantes monumentos religiosos como:a sinagoga de Santa Maria La Branca.A Sinagoga de El Transito, a Mesquita de Cristo de La Cruz.Vi um rio entre dois castelos com a ponte movel,e a arma que usavam contra o inimigo a"catapulca"Como já disse Helena nos acompanhava feliz e cantava o trageto todo.O marido de Helena nunca quis nos acompanhar era um tanto invocado com o sr A.No dia seguinte o madrilenho foi devolver o carro,em Madri a 80km de Toledo eu não fui fiquei dando um jeito na casa bagunçada.Eu tentava tambem dar um jeito nas minhas ideias bagunçada.Ainda bem que não sou obrigada ficar aqui,vou embora quando eu quizer e me aprover.comecei a ver a encrenca que arrumei.Observei o quintal teria maiou menos uns quatrocentos metros quadrados,cheio de lixo,muito mato,tijolos quebrados,arames, tabuas velhas e & e tal.Com bom humor pensei já ja´eu saio dessa.O madrilenho,foi se revelando aos poucos,ganhava pouco gastava mais do ganhava e pior em jogos de loteria em coca-cola porque tina aversão a agua.Vivia as voltas com dividas que tinha com os agiotas do lugar.Como eu queria ficar mais um pouco por capricho o dinheiro acabando resolvi dar aquela limpeza no quintal e plantar de tudo o terreno era bem propicio.Aos poucos Escalona ai ficando vazia, os moradores iam voltando para as suas cidades,as ferias iam terminando e auele lugar era so´para passar o verão.A grande maioria dos veranistas de lá eram Ciganos, que moravam em manções nesse lugar e trabalhavam em Madri.Os Ciganos da Espanha são muito bonitos, os homens e as mulheres,são alegres, eu já estava me acostumando a houvir suas cantorias ,ver suas danças,e o cheiro de sardinha na brasao O preconceito é grande contra eles lá e em outros páises.(proxima postagem falo da horta que fizemos)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O dia amanheceu na Espanha

Acordei e fui olhar pela janela,e vi um terreno de uns 400metros quadrado;a casa ficava no meio do terreno.De um lado muito entulho",lado esquerdo"lado direito, o carro alugado, um carro francês bem usado.Ouvindo movimento no quarto ser A.bateu na porta, me comprimentou e  disse que iríamos tomar café no centro da cidadezinha de "Escalona."Ele me disse também que o carro fui alugado por uma semana para podermos passear, visto que o seu carro estava na oficina, então perguntei e o outro carro ?você disse que tinha dois.A. respondeu que um dos carros teve que vender p/ viajar para o Brasil e fez também algumas compras antes de disso.Eu acreditei porque quando ele chegou ao Brasil antes de eu viajar p/ a Espanha A.foi visitar os parentes do qual já falei ,e mais para o interior de S.P.  eu  o  acompanhei   nessas visitas, e observei quando ele presenteava : os familiares com objectos de adornos ,e as crianças com notas de dollares.Enfim fui me arrumar para sair tomei um banho ,alias o banheiro era bom com chuveiro banheira e espaçoso e elogiei,ele disse que reformou o banheiro porque sabia que brasileiro gostava muito de tomar banho,e que o europeu toma banho com menos frequência.Depois do café numa lanchonete, compramos alguma coisa p/ o almoço e voltamos a casa típica de sitio.Mal chegamos e alguém chamou no portão;era Helena a irmã que nos veio dar boas vindas conversou um pouco e foi embora.Aquela noite fazia um calor de quase quarenta graus, estavamos no mês de Júlio e  é verão na EEuropa.passei o dia largada do sofá de tanto calor,fiquei assistindo televisão que era novidade pra mim os programas ,eu estava atenta para entender a língua falada.A noite chegou ,tomei banho e fui me deitar coloquei a mão na cabeça disse pra mim mesmo:O que eu estava fazendo naquela casa ,naquela distancia ,e caiu a fixa;"tô louca,"mas o que estava echo estava echoy punto.No dia seguinte acordei com a buzina de uma caminhonete que entregava pão nas portas das casas.A.me avisou que o café estava pronto, fizemos o desayuno(café da manhã)e fomos para Madrid.,era domingo fazia um calor infernal.Com o carro alugado ,eu sentada do lado d A.despertou a curiosidade dos vizinhos, ele com  um carro semi- novo e uma desconhecida ao lado causou um certo tititi na vila de Escalona.Voltamos á noite depois de eu conhecer muito lugares como;Aranjuez,o centro de Madrid,Ávila, o Palacio Real,o monasterio de Sam Lorenzo,e Real del Escorial,Neste passeio levamos Helena ela adorou fazia  tempo que não saia de casa.o sr A. era um bom motorista e quando estava passeando estava feliz, gentil ,um perfeito cavalheiro,contava muitas historias ia a vários lugares, nunca estava cansado ,sempre me dizia que eu aproveitasse bem os passeios que logo nós iríamos para o Brasil,dizia isso porque me via um tanto calada saudades do Brasil começou a pegar, as coisas  já  foram ficando sem graça.(próximo pastagem dou continuação)